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Tipos de Formações Geológicas e Sua Importância para a Geodiversidade

Nós existimos em um planeta vivo, cheio de energia e em constante mudança, não é mesmo? A Terra não para por um só momento: montanhas erguem-se, oceanos se movem, vulcões explodem, e rios esculpem seus caminhos. Cada uma dessas mudanças deixa marcas nas rochas que fazem a crosta terrestre. Quando analisamos essas marcas, conseguimos um vislumbre da história do nosso planeta. Esse registro fica em unidades conhecidas como formações geológicas, grupos de rochas que se formaram de modos específicos, ao longo de milhões, até bilhões de anos. Em termos simples, uma formação geológica é como um "bloco de construção" da Terra, formado por rochas e minerais que compartilham características semelhantes.


Essas formações revelam vários momentos da história da Terra. Também contribuem para formar as paisagens, afetam diretamente a variedade de vida, oferecem recursos naturais, e até mesmo se conectam com a cultura, economia e presença humana ao longo do tempo. Entender os tipos distintos de formações geológicas é necessário para aprender sobre a Geodiversidade.


Imagem 1 - Formação Geológica - O Vermillion Cliffs, Colorado.

Fonte: Adventureclub


Ciências da Terra, elas abrangem a vasta gama de elementos geológicos que constituem nosso mundo: rochas, minerais, fósseis, os relevos, solos e os processos naturais. Usualmente, as formações geológicas se classificam segundo sua origem. Existem três grandes categorias: ígneas, sedimentares e metamórficas. Cada uma tem sua própria gênese, e cada qual carrega informações singulares do passado geológico. As formações ígneas emergem a partir do arrefecimento e solidificação do magma. O magma esfria lentamente no interior da crosta, e as rochas ígneas intrusivas, por exemplo, o granito, se formam com seus grandes cristais visíveis.


Por outro lado, quando o magma alcança a superfície e arrefece (esfria) de modo veloz, como numa erupção vulcânica, as rochas ígneas extrusivas, como o basalto, aparecem, com cristais bem pequenos ou até mesmo invisíveis. Essas formações são importantíssimas à Geodiversidade porque guardam eventos vulcânicos e tectônicos antigos, também são abundantes em minerais metálicos, contendo elementos como ferro, cobre etc. Em algumas áreas, a exemplo do sul do Brasil, o basalto originou solos férteis conhecidos como terra roxa, muitíssimo empregados na agricultura.


Imagem 2 - Demonstração de terra roxa no sul do Brasil.

           Fonte: MundoEducação


Formações sedimentares são resultado da deposição e compactação dos sedimentos. Esses sedimentos podem ser pedaços de outras rochas, partículas de minerais, restos de organismos, ou até substâncias químicas dissolvidas na água. Com o tempo, esses materiais se amontoam em ambientes como rios, lagos, oceanos, desertos, convertendo-se em rochas tipo arenito, calcário, folhelho, argilito. Essas formações agem como verdadeiros arquivos naturais, dado que muitas vezes trazem fósseis, que são registros de seres vivos. São igualmente importantes, pois operam como reservatórios naturais de água, os famosos aquíferos, e combustíveis fósseis como petróleo, gás e carvão. No Brasil, vastas bacias sedimentares como as do Paraná, São Francisco e Amazonas agrupam tais formações e garantem recursos essenciais para a nação.


Imagem 3 - Sucessão de folhelho na formação Pottsville - Ohio, Estados Unidos.

Fonte: Ecycle


Enquanto isso, formações metamórficas derivam da alteração de outras rochas — ígneas, sedimentares e até mesmo outras metamórficas — diante de pressão e temperatura altas, frequentemente no miolo da crosta. No processo do metamorfismo, as rochas mudam fisicamente e quimicamente, mas sem derreter. E, boom, rochas novinhas, com novas estruturas e minerais surgem. Exemplos notáveis incluem mármore, originário do calcário; gnaisse, que vem do granito; e xisto, gerado de argilitos e folhelhos. Estas rochas são, por vezes, bem duras e servem na construção civil, na arquitetura e na arte. Além do mais, elas relatam as gigantescas mudanças tectônicas da crosta, como o encontro de placas continentais, que forjou montanhas. Ao juntar todas essas formações — ígneas, sedimentares e metamórficas — temos uma amostra da Geodiversidade de um local.


Imagem 4 - Formação Metamórfica.

Fonte: EscolaEducação


A Geodiversidade, em essência, mostra a vasta gama de componentes físicos e químicos que adornam a Terra. É bem parecida com a Biodiversidade, que nos diz respeito a uma variedade de vida, a Geodiversidade abrange a multiplicidade de rochas, minerais, formas de relevo, solos e processos geológicos. Essa diversidade, vejam só, é importante não somente para a funcionalidade dos ecossistemas naturais, mas, surpreendentemente, para a própria existência humana, ela afeta muitos aspectos ao nosso redor.


No estado do Rio Grande do Norte, pra ver, a Geodiversidade é incrivelmente rica. O Seridó Potiguar é uma das regiões mais velhas do Brasil, com relatos geológicos que passam dos 2 bilhões de anos. Ali achamos formações ígneas, sedimentares e metamórficas na mesma paisagem, junto com estruturas tipo falhas, dobras e intrusões. Tudo isso forma o cenário do Geoparque Seridó, reconhecido internacionalmente pela UNESCO, parte da Rede Global de Geoparques.


Esse reconhecimento dá valor não só ao patrimônio natural da região, mas também a sua cultura, jeito de viver e práticas sustentáveis. O geoparque é um belo exemplo de como a Geodiversidade pode ser aproveitada, com fins educativos, turísticos e econômicos, sempre respeitando a conservação ambiental.

 

Imagem 5 - Geossítio de Serra Verde, Cerro Corá/RN.

Fonte: Brasil de Fato


O DESGEO EDU, nesse sentido, mostra que valoriza a Geodiversidade, apresentando um projeto que ajuda a moldar cidadãos com mais consciência, espírito crítico, além de preparar e se mostrar preparado para transmitir a missão de refletir sobre o planeta, considerando as suas fundações geológicas.

Em resumo, estudar os tipos de formações geológicas é mais do que entender como as rochas se formam. É, na verdade, mergulhar na história do planeta, compreender os recursos que usamos, as paisagens que habitamos e os riscos que enfrentamos.


A seguir, um pequeno vídeo para você conhecer a Estrutura Geológica da Terra (interna e externa). Aproveite!

 

REFERÊNCIAS

 

CPRM – Serviço Geológico do Brasil. Mapas e estudos sobre formações geológicas e bacias sedimentares do Brasil. Disponível em: http://www.cprm.gov.br. Acesso em: 25 jun. 2025.


BRILHA, J. Patrimônio Geológico e Geoconservação: a conservação da natureza na sua vertente geológica. 2. ed. Palimage Editores, Portugal, 2005. Acesso em: 25 jun. 2025.


UNESCO. Global Geoparks: UNESCO’s work with geological heritage and geodiversity. Disponível em: https://www.unesco.org/en/iggp/geoparks. Acesso em: 25 jun. 2025.


Projeto Geoparque Seridó. Informações sobre o patrimônio geológico, cultural e natural da região. Disponível em: https://geoparqueserido.com.br.Acesso em: 25 jun. 2025.

 

ESCOLA EDUCAÇÃO. Formação das rochas. Disponível em: https://escolaeducacao.com.br/formacao-das-rochas/. Acesso em: 25 jun. 2025.


MUNDO EDUCAÇÃO. Os solos brasileiros. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/os-solos-brasileiros.htm. Acesso em: 25 jun. 2025.


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